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09.03
É verdadeiramente humilde quem se esforça para ter o coração de Cristo, diz frei Cantalamessa
É verdadeiramente humilde quem se esforça para ter o coração de Cristo, diz frei Cantalamessa

Durante a Quaresma, o pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, propõe reflexões ao Papa Francisco e à Cúria Romana às sextas-feiras, na Capela Redemtoris Mater. “Não façam de si próprios uma opinião maior do que convém” foi o tema da pregação de hoje, 9, inspirada nos ensinamentos de São Paulo, Apóstolo sobre humildade.

“Podemos falar da humildade de diferentes pontos de vista, como veremos que o Apóstolo fará, mas em seu significado mais profundo, a humildade é apenas a de Cristo. É verdadeiramente humilde quem se esforça para ter o coração de Cristo”, destacou o frade capuchinho.

Ele explicou que o conceito decisivo que São Paulo introduz no discurso da humildade é o conceito de verdade. Deus ama o humilde porque o humilde está na verdade; é um homem verdadeiro, autêntico. Ele castiga a soberba, porque a soberba, antes mesmo de ser arrogância, é mentira.

São Paulo exorta a não ter uma ideia errada e exagerada de si mesmo, mas uma avaliação justa e sóbria. “Há ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a verdadeira humildade e a humilde verdade. (...) A humildade é uma luta que dura toda a vida e se estende a todos os aspectos da vida. (...) A vaidade é capaz de transformar em ato de orgulho o nosso próprio desejo de tender à humildade”, observou o pregador.

De acordo com o frei, a humildade não é importante somente para o progresso pessoal no caminho da santidade, mas também é essencial para o bom funcionamento da vida comunitária e a construção da Igreja. “A humildade é na vida espiritual o grande isolante que permite que a corrente divina da graça passe através de uma pessoa sem dissipar-se, ou, pior, provocar chamas de orgulho e de rivalidade”.

Frei Cantalamessa concluiu a reflexão com o Salmo 130, que, segundo ele, permite transformar em oração a exortação de São Paulo: “Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo” (Salmo 130).

Fonte: Amex, com Rádio Vaticano

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