Basílica

10.07
A falta de fé é um obstáculo à graça de Deus, diz Papa
A falta de fé é um obstáculo à graça de Deus, diz Papa

Milhares de fiéis rezaram o Angelus com o Papa Francisco neste domingo, 8, na Praça São Pedro. Na exortação que precedeu a oração mariana, o Santo Padre falou sobre o “escândalo da encarnação”, inspirando-se no trecho do Evangelho de Marcos, proposto pela liturgia do dia.

O Evangelho narrou o episódio em que Jesus volta a Nazaré, sua terra, e começa a ensinar na sinagoga. Francisco notou que aquilo que se anunciava um sucesso, se transformou em uma clamorosa rejeição, a ponto que Jesus não pôde fazer milagre algum, apenas curou alguns doentes. Jesus, então, utiliza uma expressão que se tornou proverbial: «Um profeta só não é estimado em sua pátria».

Francisco explicou que os habitantes de Nazaré fazem uma comparação entre a humilde origem de Jesus e suas capacidades atuais: de um carpinteiro sem estudos, se torna um pregador melhor que os escribas. E, ao invés de se abrirem à realidade, se escandalizam.

“É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que fadiga, come e dorme como um de nós”, pontuou o Papa.

Nesse sentido, ele observou que “o Filho de Deus inverte todo esquema humano: não são os discípulos que lavam os pés ao Senhor, mas é o Senhor que lava os pés aos discípulos. Este é um motivo de escândalo e de incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje”.

Segundo o Santo Padre, Jesus convida a assumir uma atitude de escuta humilde e espera dócil, porque a graça de Deus com frequência se apresenta de maneira surpreendente, que não corresponde às expectativas dos homens. “Deus não se conforma aos preconceitos. Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé. A falta de fé é um obstáculo à graça de Deus”, disse.

Encerrando sua reflexão, ele recordou que muitos batizados vivem como se Cristo não existisse: repetem-se os gestos e os sinais da fé, mas a eles não corresponde uma real adesão à pessoa de Jesus e ao seu Evangelho. “Ao invés, todo cristão é chamado a aprofundar esta pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor é a caridade”, apontou.

“Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que estejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e de misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão”, concluiu o Papa.

Fonte: Amex, com Vatican News

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