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05.12
Papa enfatiza que a solidariedade e gratuidade qualificam o voluntariado
Papa enfatiza que a solidariedade e gratuidade qualificam o voluntariado

Francisco discursou para o Voluntariado "Sardenha Solidária", por ocasião do 20° aniversário de sua fundação

O Papa Francisco destacou que o serviço de voluntariado solidário é uma escolha que torna livre e aberta às necessidades do outro; às exigências da justiça, à defesa da vida, à salvaguarda da criação, com uma atenção tenra e especial pelos doentes e, sobretudo, pelos anciãos, que são um tesouro de sabedoria. A declaração foi afirmada durante encontro do Pontífice com cerca de 700 membros do Centro de Serviço para o Voluntariado “Sardenha Solidária”, no último dia 30 de novembro, na Sala Paulo VI, no Vaticano, por ocasião do 20° aniversário de sua fundação.

Apreço pelo que fazem em favor dos necessitados

Em seu discurso, o Santo Padre falou aos presentes sobre a representatividade dos voluntariados. “Vocês representam a multidão de voluntários sardos, que trabalha por um generoso quanto necessário serviço aos últimos, num território – da bela Ilha de vocês – rico de tesouros, belezas naturais, de história e de arte, mas também marcado por pobreza e dificuldade”, frisou.

O Pontífice manifestou seu apreço pelo que fazem e continuam fazendo em prol “das faixas mais frágeis da população sarda, com uma atenção voltada também para alguns entre os países mais pobres do mundo”.

A pessoa humana no centro de uma sociedade fraterna

Durante o discurso, o Papa informou que isso deve ser ressaltado porque é sinal de que não se ‘isolaram’, mas, apesar, das grandes necessidades internas, tiveram aberto o horizonte da solidariedade de todos. Ele ainda acrescentou que “nessa perspectiva, souberam acolher e incluir aqueles que chegaram à Sardenha vindo de outras terras em busca de paz e de trabalho”. “A cultura da solidariedade e da gratuidade qualifica o voluntariado e contribui concretamente para a construção de uma sociedade fraterna, em cujo centro está a pessoa humana. Na terra de vocês tal cultura haure abundantemente das robustas raízes cristãs, ou seja, do amor a Deus e amor ao próximo”, ressaltou.

Reconhecer no outro o irmão a ser amado

O Pontífice afirmou também que é o amor a Deus que faz sempre reconhecer no outro o próximo, o irmão ou a irmã a ser amado. Segundo ele, isso requer compromisso pessoal e voluntário, para o qual certamente as instituições públicas podem e devem criar condições gerais favoráveis.

De acordo com Francisco, graças a essa “seiva” evangélica, a ajuda mantém sua dimensão humana e não se rompe. Ele observou que, justamente por isso os voluntários não realizam uma obra de suplência na rede social, mas contribuem para dar uma feição humana e cristã à sociedade. “Encorajo-os a prosseguir com paixão a missão de vocês, buscando todas as formas possíveis e construtivas para despertar na opinião pública a exigência de comprometer-se pelo bem comum, em auxílio aos fracos e aos pobres”, desejou.

Na base de tudo a finalidade última, o serviço ao próximo

Antes de concluir, o Papa fez uma constatação e deixou aos presentes uma forte exortação.

“Hoje há muita necessidade de testemunhas de bondade, de ternura e de amor gratuito. Há necessidade de pessoas perseverantes, que enfrentam as dificuldades com espírito de unidade e colocando sempre na base de tudo a finalidade última, ou seja, o serviço ao próximo. Assim fazendo vocês continuarão sendo para toda a Sardenha um ponto de referência e um exemplo”, finalizou.

Fonte: Amex, com Vatican News

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