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08.10
Papa reforça importância da Igreja em tempos de crise no matrimônio
Papa reforça importância da Igreja em tempos de crise no matrimônio

Francisco, durante Angelus deste domingo (08), destacou que a doação recíproca a Cristo mantém fidelidade dentro do matrimônio

No último domingo, 07, o Papa Francisco refletiu o Evangelho de São Marcos que "oferece a palavra de Jesus sobre o Matrimônio". Durante o Angelus na Praça São Pedro, o Pontífice recordou que "o amor de doação recíproca apoiada por Cristo" mantém os cônjuges unidos, enquanto a busca da própria satisfação" os divide. Segundo Francisco, a Igreja não condena, mas é chamada a "levar de volta a Deus os corações feridos ou perdidos" daqueles que vivem "a experiência de relacionamentos rompidos".

O ensinamento que Jesus oferece é muito claro e defende a dignidade do matrimônio. Francisco relatou sendo como união de amor que implica a fidelidade. "O que permite que casais se mantenham unidos no matrimônio, é um amor de doação recíproca apoiado pela graça de Cristo. Se, ao invés, prevalece nos cônjuges, o interesse individual, a própria satisfação, então a união deles não será capaz de resistir", explicou o Pontífice. "No projeto original do Criador, não há homem que se case com uma mulher e, se as coisas não vão bem, ele a repudia. Não. Em vez disso, há o homem e a mulher chamados a reconhecerem-se, completarem-se, a ajudarem-se mutuamente no matrimônio", exortou o Papa.

O Papa esclareceu que o Evangelho lembra que o homem e a mulher, chamados a viver a experiência do relacionamento e do amor, podem dolorosamente fazer gestos que a colocam em crise. Ele explicou que Jesus não admite o repúdio e tudo o que pode levar ao naufrágio do relacionamento, mas o faz para confirmar o desígnio de Deus, no qual se destacam a força e a beleza do relacionamento humano.

Segundo o Pontífice, a Igreja não se cansa de confirmar a beleza da família. “A Igreja, mãe e mestra que compartilha as alegrias e as fadigas das pessoas, por um lado, não se cansa de confirmar a beleza da família como nos foi entregue pela Escritura e pela Tradição; ao mesmo tempo - assegurou Francisco - se esforça para fazer sentir concretamente a sua proximidade materna àqueles que vivem a experiência de relacionamentos rompidos ou levados avante de maneira dolorosa e fadigosa”, pontuou.

Ao finalizar o discurso, o Santo Padre relatou o grandioso amor de Deus para com seu povo. "O modo de agir do próprio Deus com o seu povo infiel, isto é conosco, nos ensina que o amor ferido pode ser curado por Deus através da misericórdia e do perdão. Portanto, à Igreja, nestas situações, não é solicitado imediatamente e somente a condenação. Pelo contrário, em face de tantos dolorosos fracassos conjugais, a Igreja se sente chamada a viver a sua presença de caridade e de misericórdia, para levar de volta a Deus os corações feridos e perdidos”, concluiu o Papa.

 

 

Fonte: Amex, com Vatican News

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